10 de dezembro de 2009

Conclamação pela candidatura!!!!!

AO DEPUTADO FEDERAL CONSTITUINTE JOSÉ MARIA EYMAEL PRESIDENTE NACIONAL DO PSDC – PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA CRISTÃO

CONCLAMAÇÃO

Nós, Social Democratas Cristãos, reunidos na cidade de João Pessoa, no Estado da Paraíba, considerando:

1 - Que todos os Pré-Candidatos a Presidente da República mais bem posicionados nas pesquisas de opinião, em seus respectivos Partidos, tem o mesmo perfil ideológico, antepondo ao cidadão, o Estado.

2 - Que grande parte da sociedade brasileira não se sente representada nas Pré-Candidaturas à Presidência da República, que até agora lhe foram ofertadas, e procura e quer, uma nova opção que se coadune com os valores nos quais acredita, e entre eles a valorização da família, o equilíbrio entre capital e trabalho, o respeito ao contribuinte, o tributo como agente de desenvolvimento e inclusão, o emprego como promotor de dignidade e paz social, a liberdade responsável, a justiça sem privilégios, a solidariedade como inspiração de conduta, o direito a propriedade em sua função social, o desprezo a qualquer forma de corrupção e o respeito, pleno, ao sentimento cristão do povo brasileiro. 3 - Que a sociedade, exausta e exaurida, por um modelo de gestão pública que coloca o Estado como Senhor do cidadão, quer, como também o quer a Social Democracia Cristã, TRANSFORMAR O ESTADO DE SENHOR EM SERVIDOR E FAZER DOS GOVERNANTES, SERVIDORES DA NAÇÃO.

CONCLAMAM VOSSA EXCELÊNCIA
a concorrer à PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, em nome da Social Democracia Cristã e para o bem de todos os brasileiros!

JOÃO PESSOA, 03 DE OUTUBRO DE 2009.

PSDC

8 de dezembro de 2009

Nova Camiseta Tucana!!!!











PS: Antes que me acusem de eleitor da Dilma, quem me conhece sabe que o meu candidato é esse:


EYMAEL 2010

20 de outubro de 2009

Como o PSDB terceirizou a política

Por Luis Nassif

Continua a piada pronta.

Segundo matéria da Folha, a Casa Civil informa que na hora da tal reunião com Lina Vieira ela, Dilma, estava com o presidente da República e não participou de reunião alguma. Lina diz, em depoimento no Senado, que não houve reunião em 9 de outubro porque estava em São Paulo. Ambas – casa Civil e Lina (no Senado) informam que houve reunião na Casa Civil para tratar do tal encontro dos CEOs.

E, depois de pesar todos os elementos, o ponderado senador Arthur Virgílio encerra o samba do crioulo doido com uma frase lapidar:

“Devido ao surgimento de novas e irrefutáveis provas é imprescindível a presença da ex-secretária”, disse o líder do partido, Arthur Virgílio (AM).

Desde que a agenda política passou a ser comandada pelas manchetes do circuito Folha-Veja-Globo, a oposição só afunda. Criou-se um mundo virtual totalmente dissociado da realidade, auto-referenciado, sem auto-crítica, com esse nível de “provas novas e irrefutáveis”.

Esse fenômeno ainda há de ser estudado e, no futuro, considerado o maior engano de comunicação já produzido por uma liderança política no país: José Serra, o homem que terceirizou a estratégia política para os jornais.

O que está por trás dessa imprudência é o seguinte.

No mano-a-mano, a oposição perde a batalha da comunicação para Lula. Decide, então, curvar-se a essa realidade, deixa de lado o “feeling” político próprio – por não confiar nele – e terceiriza a estratégia comunicação para quem presumivelmente entende e comanda o processo: a mídia. Assim, a parte mais sensível de uma campanha política, a formação da imagem e das ideias, é substituída pelo exercício fácil de atender às demandas da mídia e deixar o trabalho por sua conta e risco. Só não entendeu que a demanda da mídia é distinta da agenda política. A lógica da mídia é imediatista. Em outros países, pode atuar como formadora de opinião, mas sempre comandada por ideias que emanam de partidos políticos.

Sem o fio condutor das ideias, a mídia desandou. No Brasil, aliás, há muitos e muitos anos a única ferramente de que dispõe é a escandalização. Não existe estratégia sequer para coberturas continuadas. Vive-se da mão para a boca, publicando amanhã a mera suspeita que foi aventada hoje e será repercutida depois de amanhã.

Antes, os estrategistas políticos eram pessoas como Tancredo Neves, Tales Ramalho, Ulisses.No campo das ideias, economistas, intelectuais, entre os quais o próprio Serra.

Na era Serra foram substituídos pelo Ali Kamel (!), Merval (!), o Otavinho (!), o Roberto Civita (!), as colunistas políticas – que diariamente mandam orientações à oposição sobre como proceder, dão broncas quando acham que a oposição está desanimando, passam pito, ordenam isso e aquilo. E as lideranças aceitam de cabeça baixa, entram em todas as geladas que esse processo desembestado gera, criam até CPI da Petrobras e, depois que a empresa lança uma monumental campanha midiática, ficam órfãs, sem saber porque a mídia se desinteressou pelo tema, depois de obrigá-las a entrar na fria.

Além disso, à falta de ideias condutoras, da capacidade de compreensão do processo político, da incapacidade de discutir propostas ou modelos de país (porque exige ir além dos slogans e porque não faz parte da lógica midiática), a mídia brasileira adotou a agenda neocon – um modismo norte-americano, minoritário até nos EUA que, no caso brasileiro, vinha pronto e embalado (criado pelo brilhantismo obcecado de Olavo de Carvalho e repetido por meia dúzia de papagaios). Um discurso restrito, de pouca ressonância, tornou-se hegemônico na mídia. E, pior: não por convicção, como em Olavo, mas por visão míope de mercado.

Não é mais a política comandando o discurso – como ocorreu com o PMDB de Ulisses, com o próprio Collor, até com o mercadismo de FHC. São as criaturas de FHC colocadas num liquidificador, resultando em um monstrengo ideológico, misturando neoliberalismo + pensamento neocon + intolerância + estilo esgoto de agressividade. Pior: condicionando o discurso político do herdeiro de seu criador, Serra.

Como a mídia, seguramente, não estava à altura do desafio de pensar programaticamente – e nem poderia estar, porque a lógica dos jornais é outra – criou-se essa mixórdia visceral, um debate circular em torno de Honduras, FARCs, cotas raciais, Venezuela, erros de português do Lula, Honduras, Bolsa Familia, Foro de São Paulo, FARCs, Moralez, erros de português do Lula, Honduras, Cuba, Fidel… Meu Deus! Essa temática só existe na cabeça deles e de leitores influenciáveis (e sem nenhuma relevância). Não há um ambiente minimamente esclarecido – seja entre empresários, intelectuais, classe média esclarecida, classes populares – que tenha saco para entrar nesse jogo.

Serra conseguiu transformar um partido que já representou esperança de mudança do país em sucursal da mídia. Não de um New York Times, mas da Veja.

Dá para entender sua diferença do, por exemplo, neto do Tancredo Neves? É a política, estúpido!, diriam os estrategistas de Obama.

16 de setembro de 2009

Endividamento e insanidade

O Brasil já está saindo da recessão; a China e a Índia não chegaram a experimentar desempenho negativo, e sua recuperação mostra-se extraordinária. Enquanto isso, nos países ricos já existem alguns sinais de recuperação, mas são débeis, e as previsões são de que o desemprego continuará aumentando. Por que essa diferença?
Afinal, os países ricos sempre se apresentaram perante nós como exemplos. Sempre nos disseram o que deveríamos fazer para chegar a seu nível de desenvolvimento econômico. Por que, agora, estão sofrendo mais do que nós pela crise?
A principal razão está no fato de que eles acreditaram mais do que nós nos conselhos equivocados que seus economistas nos davam e também davam a eles de abrir e desregular os mercados financeiros. Os conselhos a nós dirigidos se corporificaram no chamado Consenso de Washington, que provocou crises financeiras no México (1994), depois em quatro países asiáticos (1997), em seguida na Rússia e no Brasil (1998), na Turquia (2000) e, finalmente, na Argentina (2001). Quanto mais um país aceitava as reformas neoliberais e a macroeconomia da taxa de câmbio sobreapreciada e de alto endividamento das empresas e das famílias, mais grave era sua crise, como comprovam as crises causadas pelas políticas de Carlos Menem e de Boris Yeltsin.
Nos Estados Unidos também se tornaram frequentes as crises financeiras (1987, 1997, 2001), o que demonstra que esses conselhos não eram apenas para uso externo.
Isso ficou claro em relação à abertura e à desregulação financeira que foi empreendida pelo governo Ronald Reagan. Essa desregulamentação permitiu que nos países ricos o índice de endividamento ou de alavancagem das organizações do sistema financeiro, das empresas e das famílias fosse substancialmente maior do que nos países emergentes ou de renda média.
Utilizando uma lógica neoliberal, seus economistas advertiam com razão os países em desenvolvimento em relação ao deficit e ao endividamento público, que realmente é desastroso quando se torna crônico, mas, reproduzindo o pensamento ortodoxo ou neoclássico, asseguravam que o endividamento privado não era problema: que os dirigentes das organizações financeiras e das empresas e os chefes de família eram suficientemente competentes e os mercados suficientemente eficientes para que os elevados níveis de endividamento alcançados pelo setor privado fossem por definição aceitáveis; mais do que isso, fossem sinais de que o sistema financeiro era "sofisticado" ou "avançado".
Adotaram esse padrão duplo, estritamente ideológico, e, por incrível que hoje pareça, acreditaram nele! Por isso, seus índices de endividamento privado explodiram, enquanto que países como a China e a Índia mantinham os seus sob controle, porque jamais acreditaram em tal insanidade. No Brasil, seja porque muitos não acreditaram na teoria ortodoxa, seja porque nossos bancos foram mais cautelosos, seja porque as famílias não tiveram crédito ou tempo suficiente para que se endividassem, os índices de alavancagem privada ficaram sob controle. Embora outros fatores possam ser também determinantes quanto à gravidade da crise, em geral quanto maior tenha sido o nível de endividamento tanto público como privado a que chegou um país, mais grave foi para ele a atual crise global. Fica assim explicado por que os países asiáticos dinâmicos já retomaram o crescimento e a América Latina começa a sair da crise, enquanto os países ricos permanecem imersos nela.


LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA, 75, professor emérito da Fundação Getulio Vargas, ex-ministro da Fazenda (governo Sarney), da Administração e Reforma do Estado (primeiro governo FHC) e da Ciência e Tecnologia (segundo governo FHC), é autor de "Macroeconomia da Estagnação: Crítica da Ortodoxia Convencional no Brasil pós-1994". Internet: www.bresserpereira.org.br





NT: Achei que nunca fosse encontrar um Tucano lúcido!!!

29 de agosto de 2009

Deixemos Obama em paz

TODAS AS semanas, se não todos os dias, leio na imprensa lamentos de que o presidente Barack Obama não está interessado na América Latina ou então apelos para que ele se interesse. São lamentos e apelos de quem espera que os EUA "ajudarão" os países latino- -americanos. Respeito essa opinião ou essa esperança, mas definitivamente não partilho dela. O Brasil e os demais países da região não têm o menor interesse em que o grande país do Norte volte suas atenções para o Sul, porque esse país jamais os ajudou; pelo contrário, com muita frequência, interveio de forma imperialista a fim de garantir seus interesses ou os interesses de suas empresas instaladas na região. Vejo também críticas à política externa do Brasil porque estaríamos nos aliando a países "não democráticos", como Bolívia e Paraguai. Críticas na imprensa americana que são reproduzidas e ampliadas na grande imprensa conservadora dos países latino-americanos. De repente, as elites conservadoras, que sempre se caracterizaram pela dependência em relação aos EUA, tornam-se "nacionalistas" em relação a esses países que são muito pobres. Ora, por serem pobres e pela consequente falta de uma sociedade civil organizada, de boas instituições e de um Estado capaz, esses países são muito difíceis de governar. Países nos quais a exclusão foi muito forte e existiu por muito tempo. Países cujos governos nacionalistas e de esquerda buscam agora refundar a respectiva república por meio da integração dos pobres e dos excluídos na democracia possível -na democracia que países e sociedades tão heterogêneas e Estados tão fracos podem construir.
Finalmente, sabemos como foram desastrosas as políticas neoliberais do Consenso de Washington. Não levaram ao desenvolvimento, mas a crises financeiras e ao aumento da desigualdade nos países que se submeteram a elas. Há algumas semanas vimos mais um golpe militar na América Latina, e, não obstante os protestos do governo americano, parece claro que houve ao menos a aquiescência dos EUA. Como houve sua participação ativa na tentativa de derrubar o presidente Hugo Chávez, em 2002. Agora, leio que em 1971 o Brasil conspirou com os EUA para derrubar o presidente do Chile, Salvador Allende. Uma conspiração que foi "vitoriosa" dois anos depois. É isso o que esperam os críticos da política externa brasileira? É esse tipo de aproximação que esperam aqueles que lamentam a falta de atenção de Obama pela América Latina? Que o Brasil se associe ao imperialismo americano agora, como fez no regime militar? Que o Brasil adote as políticas neoliberais que fracassaram na América Latina e nos próprios EUA, mas continuam a ser recomendadas pelas agências internacionais controladas pelos norte- -americanos?
Ou então talvez esses lamentadores estejam querendo que o Brasil se associe aos EUA como o fez o México? Qual foi o resultado dessa associação? Taxas de crescimento muito baixas, grande aumento da criminalidade e das drogas e, agora, nesta crise, uma brutal queda do PIB. Definitivamente, o presidente Obama é sábio em deixar a América Latina de lado. Ele é uma esperança para os EUA e para o mundo. Os governos dos países pobres não ameaçam seu país. Tanto para ele, portanto, como para nós, latino-americanos, é melhor que não se interesse pela América Latina. Deixemos Barack Obama em paz. Essa é a melhor maneira de promover os interesses comuns que a região tem com os EUA.




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LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA , 75, professor emérito da Fundação Getulio Vargas, ex-ministro da Fazenda (governo Sarney), da Administração e Reforma do Estado (primeiro governo FHC) e da Ciência e Tecnologia (segundo governo FHC), é autor de "Macroeconomia da Estagnação: Crítica da Ortodoxia Convencional no Brasil pós-1994
".






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NT: Até que enfim um Tucano sensato....se é que existe!!!!

19 de agosto de 2009

A nova do Radiohead

Por Rubens Herbst
A fim de viajar outra vez com o Radiohead? A banda ajuda com a passagem, já que acaba de jogar na net uma nova canção, There Are my Twisted Words, cria legítima das divagações sonoras que habitam a obra de Thom Yorke e cia. O áudio da faixa está aí embaixo, mas você pode tê-la de graça fazendo o download na loja virtual da banda.



12 de agosto de 2009

O melhor disco do primeiro semestre


Por Rubens Herbst, do Blog Orelhada

Existe um ditado popular invertido que diz: "De onde menos se espera, daí é que não sai nada mesmo". Certo, mas às vezes o inesperado consegue nos pegar de jeito e precisamos dar razão ao anexim oficial. Por exemplo, quem conseguiria imaginar que o Cracker lançaria o melhor disco de rock de 2009 até aqui? Eu que não. Sempre acompanhei a banda de longe, se movendo sem muito alarde desde 1990, lançando uma dúzia de discos apenas bacanas - nos quais exercita o compêndio de rock alternativo, alt-country, folk e blues - e às vezes até emplacando uns mini-hits, como Eurotrash Girl e Low.

Deveria continuar sendo assim, mas aí o Cracker me aparece com este Sunrise in the Land of Milk and Honey (lançado em maio), jogando todos os meus conceitos sobre o grupo por terra. Onde o quarteto californiano escondia tanta inspiração? E por que ela foi aparecer, exuberante, só agora? Dúvidas, dúvidas. No final, resta ouvir, embasbacado, um discaço que não perde o foco e o pique em momento algum.

E o pior (ou melhor) disso é que Sunrise in the Land of Milk and Honey não se mete a ser inovador, experimental, aglutinador de estilos, moderno nem a promover revivals. Nada dessas coisas que elegeram Dear Science, do TV on the Radio, o melhor disco de 2008. Não, o Cracker simplesmente faz rock'n'roll. Duro, reto, cru, melódico, com algumas baladas no meio. Pode ser pouco pra quem busca algo além da mesmice, mas é o suficiente (quando bem feito, claro) pra quem já cansou de tanto "revolucionário de araque".

A coisa já começa intensa com Yalla Yalla (Let's Go), que me lembra um Neil Young punk. Mas é a faixa seguinte, Show Me How These Things Work, que começa o festival de pauladas, sempre junto com um refrão grudento. O candidato a hit Turn on Turn in Drop out with Me dá um tempo na distorção com uma melodia country de fazer Jason e Freddy chorarem abraçados. Depois, o Cracker mostra de novo que andou ouvindo muito Buzzcocks pra, em seguida, voltar à roça com o purismo de Friends. Pulemos pra Hey Bret (You Know what Time it is), a música que os Stones dariam Ron Wood pra compor hoje. O disco termina com a faixa-título, mais uma bolada de guitarras ardidas e melodia apurada.

Enfim, quantos discos hoje conseguem ser bons do começo ao fim? Poucos, e o Cracker, acreditem, conseguiu o feito. Óbvio que tudo isso é opinião minha. Discordem o quanto quiserem, mas deem um jeito de ouvir Sunrise in the Land of Milk and Honey. Será um favor a vocês mesmos.

Comentário: Pra quem quer fugir do ieieieie tradicional, um bom állbum!!

Greg Kot: A culpa da pirataria é das próprias gravadoras

Greg Kot, crítico de música do Chicago Tribune e outros, escreveu o livro "Ripped: How the Wired Generation Revolutionized Music" (Como a geração conectada revolucionou a música). Em um podcast recente, ele explica como a indústria da música é culpada pela própria queda, e porque o iTunesmaior vendedor digital de música nos EUA — não vai salvá-la.

Kot afirma que a indústria da música foi uma das principais causas da pirataria. A explosão de boy bands e astros pop do naipe de Christina Aguilera e Britney Spears, no fim dos anos 90, aconteceu por causa da insistência das gravadoras em jorrar muito dinheiro em músicas sem sofisticação, impessoais e de baixo nível, o que tornou as rádios um lixo. Havia pouco espaço para os verdadeiros gênios bizarros, como Prince ou David Bowie, e sem boa música, uma hora o mercado teria que reagir — daí surgiu o Napster.

Kot passa pelos argumentos que todo bom pirata sabe: músicos não ganham dinheiro com venda de álbuns, a revolução MP3 deu força ao movimento independente e a uma grande variedade de bandas novas e boas. Mas a insistência das autoridades (como a RIAA) em processar a pirataria para que deixe de existir levou o público a perder a culpa em baixar música ilegal.

O legal é ver que Kot reconhece que o iTunes, o tão aclamado campeão de downloads de música que respeitam a lei, ainda é bem inferior que as opções que os piratas oferecem. As gravadoras parecem ter colocado suas esperanças no iTunes, mas Kot lembra que o iTunes não basta, e que as gravadoras deveriam estar se matando para descobrir um modelo de negócios viável que atraia consumidores — em vez de policiá-los —, e que seja pelo menos tão bom quanto as opções ilegais.
Fonte: www.gizmodo.com.br

Ressurgindo das Cinzas!!!!