23 de janeiro de 2010
10 de dezembro de 2009
Conclamação pela candidatura!!!!!
AO DEPUTADO FEDERAL CONSTITUINTE JOSÉ MARIA EYMAEL PRESIDENTE NACIONAL DO PSDC – PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA CRISTÃO
CONCLAMAÇÃO
Nós, Social Democratas Cristãos, reunidos na cidade de João Pessoa, no Estado da Paraíba, considerando:
1 - Que todos os Pré-Candidatos a Presidente da República mais bem posicionados nas pesquisas de opinião, em seus respectivos Partidos, tem o mesmo perfil ideológico, antepondo ao cidadão, o Estado.
CONCLAMAM VOSSA EXCELÊNCIA
a concorrer à PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, em nome da Social Democracia Cristã e para o bem de todos os brasileiros!
JOÃO PESSOA, 03 DE OUTUBRO DE 2009.
PSDC
8 de dezembro de 2009
Nova Camiseta Tucana!!!!
6 de dezembro de 2009
20 de outubro de 2009
Como o PSDB terceirizou a política
Por Luis Nassif
Continua a piada pronta.
Segundo matéria da Folha, a Casa Civil informa que na hora da tal reunião com Lina Vieira ela, Dilma, estava com o presidente da República e não participou de reunião alguma. Lina diz, em depoimento no Senado, que não houve reunião em 9 de outubro porque estava em São Paulo. Ambas – casa Civil e Lina (no Senado) informam que houve reunião na Casa Civil para tratar do tal encontro dos CEOs.
E, depois de pesar todos os elementos, o ponderado senador Arthur Virgílio encerra o samba do crioulo doido com uma frase lapidar:
“Devido ao surgimento de novas e irrefutáveis provas é imprescindível a presença da ex-secretária”, disse o líder do partido, Arthur Virgílio (AM).
Desde que a agenda política passou a ser comandada pelas manchetes do circuito Folha-Veja-Globo, a oposição só afunda. Criou-se um mundo virtual totalmente dissociado da realidade, auto-referenciado, sem auto-crítica, com esse nível de “provas novas e irrefutáveis”.
Esse fenômeno ainda há de ser estudado e, no futuro, considerado o maior engano de comunicação já produzido por uma liderança política no país: José Serra, o homem que terceirizou a estratégia política para os jornais.
O que está por trás dessa imprudência é o seguinte.
No mano-a-mano, a oposição perde a batalha da comunicação para Lula. Decide, então, curvar-se a essa realidade, deixa de lado o “feeling” político próprio – por não confiar nele – e terceiriza a estratégia comunicação para quem presumivelmente entende e comanda o processo: a mídia. Assim, a parte mais sensível de uma campanha política, a formação da imagem e das ideias, é substituída pelo exercício fácil de atender às demandas da mídia e deixar o trabalho por sua conta e risco. Só não entendeu que a demanda da mídia é distinta da agenda política. A lógica da mídia é imediatista. Em outros países, pode atuar como formadora de opinião, mas sempre comandada por ideias que emanam de partidos políticos.
Sem o fio condutor das ideias, a mídia desandou. No Brasil, aliás, há muitos e muitos anos a única ferramente de que dispõe é a escandalização. Não existe estratégia sequer para coberturas continuadas. Vive-se da mão para a boca, publicando amanhã a mera suspeita que foi aventada hoje e será repercutida depois de amanhã.
Antes, os estrategistas políticos eram pessoas como Tancredo Neves, Tales Ramalho, Ulisses.No campo das ideias, economistas, intelectuais, entre os quais o próprio Serra.
Na era Serra foram substituídos pelo Ali Kamel (!), Merval (!), o Otavinho (!), o Roberto Civita (!), as colunistas políticas – que diariamente mandam orientações à oposição sobre como proceder, dão broncas quando acham que a oposição está desanimando, passam pito, ordenam isso e aquilo. E as lideranças aceitam de cabeça baixa, entram em todas as geladas que esse processo desembestado gera, criam até CPI da Petrobras e, depois que a empresa lança uma monumental campanha midiática, ficam órfãs, sem saber porque a mídia se desinteressou pelo tema, depois de obrigá-las a entrar na fria.
Além disso, à falta de ideias condutoras, da capacidade de compreensão do processo político, da incapacidade de discutir propostas ou modelos de país (porque exige ir além dos slogans e porque não faz parte da lógica midiática), a mídia brasileira adotou a agenda neocon – um modismo norte-americano, minoritário até nos EUA que, no caso brasileiro, vinha pronto e embalado (criado pelo brilhantismo obcecado de Olavo de Carvalho e repetido por meia dúzia de papagaios). Um discurso restrito, de pouca ressonância, tornou-se hegemônico na mídia. E, pior: não por convicção, como em Olavo, mas por visão míope de mercado.
Não é mais a política comandando o discurso – como ocorreu com o PMDB de Ulisses, com o próprio Collor, até com o mercadismo de FHC. São as criaturas de FHC colocadas num liquidificador, resultando em um monstrengo ideológico, misturando neoliberalismo + pensamento neocon + intolerância + estilo esgoto de agressividade. Pior: condicionando o discurso político do herdeiro de seu criador, Serra.
Como a mídia, seguramente, não estava à altura do desafio de pensar programaticamente – e nem poderia estar, porque a lógica dos jornais é outra – criou-se essa mixórdia visceral, um debate circular em torno de Honduras, FARCs, cotas raciais, Venezuela, erros de português do Lula, Honduras, Bolsa Familia, Foro de São Paulo, FARCs, Moralez, erros de português do Lula, Honduras, Cuba, Fidel… Meu Deus! Essa temática só existe na cabeça deles e de leitores influenciáveis (e sem nenhuma relevância). Não há um ambiente minimamente esclarecido – seja entre empresários, intelectuais, classe média esclarecida, classes populares – que tenha saco para entrar nesse jogo.
Serra conseguiu transformar um partido que já representou esperança de mudança do país em sucursal da mídia. Não de um New York Times, mas da Veja.
Dá para entender sua diferença do, por exemplo, neto do Tancredo Neves? É a política, estúpido!, diriam os estrategistas de Obama.
16 de setembro de 2009
Endividamento e insanidade
Afinal, os países ricos sempre se apresentaram perante nós como exemplos. Sempre nos disseram o que deveríamos fazer para chegar a seu nível de desenvolvimento econômico. Por que, agora, estão sofrendo mais do que nós pela crise?
A principal razão está no fato de que eles acreditaram mais do que nós nos conselhos equivocados que seus economistas nos davam e também davam a eles de abrir e desregular os mercados financeiros. Os conselhos a nós dirigidos se corporificaram no chamado Consenso de Washington, que provocou crises financeiras no México (1994), depois em quatro países asiáticos (1997), em seguida na Rússia e no Brasil (1998), na Turquia (2000) e, finalmente, na Argentina (2001). Quanto mais um país aceitava as reformas neoliberais e a macroeconomia da taxa de câmbio sobreapreciada e de alto endividamento das empresas e das famílias, mais grave era sua crise, como comprovam as crises causadas pelas políticas de Carlos Menem e de Boris Yeltsin.
Nos Estados Unidos também se tornaram frequentes as crises financeiras (1987, 1997, 2001), o que demonstra que esses conselhos não eram apenas para uso externo.
Isso ficou claro em relação à abertura e à desregulação financeira que foi empreendida pelo governo Ronald Reagan. Essa desregulamentação permitiu que nos países ricos o índice de endividamento ou de alavancagem das organizações do sistema financeiro, das empresas e das famílias fosse substancialmente maior do que nos países emergentes ou de renda média.
Utilizando uma lógica neoliberal, seus economistas advertiam com razão os países em desenvolvimento em relação ao deficit e ao endividamento público, que realmente é desastroso quando se torna crônico, mas, reproduzindo o pensamento ortodoxo ou neoclássico, asseguravam que o endividamento privado não era problema: que os dirigentes das organizações financeiras e das empresas e os chefes de família eram suficientemente competentes e os mercados suficientemente eficientes para que os elevados níveis de endividamento alcançados pelo setor privado fossem por definição aceitáveis; mais do que isso, fossem sinais de que o sistema financeiro era "sofisticado" ou "avançado".
Adotaram esse padrão duplo, estritamente ideológico, e, por incrível que hoje pareça, acreditaram nele! Por isso, seus índices de endividamento privado explodiram, enquanto que países como a China e a Índia mantinham os seus sob controle, porque jamais acreditaram em tal insanidade. No Brasil, seja porque muitos não acreditaram na teoria ortodoxa, seja porque nossos bancos foram mais cautelosos, seja porque as famílias não tiveram crédito ou tempo suficiente para que se endividassem, os índices de alavancagem privada ficaram sob controle. Embora outros fatores possam ser também determinantes quanto à gravidade da crise, em geral quanto maior tenha sido o nível de endividamento tanto público como privado a que chegou um país, mais grave foi para ele a atual crise global. Fica assim explicado por que os países asiáticos dinâmicos já retomaram o crescimento e a América Latina começa a sair da crise, enquanto os países ricos permanecem imersos nela.
LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA, 75, professor emérito da Fundação Getulio Vargas, ex-ministro da Fazenda (governo Sarney), da Administração e Reforma do Estado (primeiro governo FHC) e da Ciência e Tecnologia (segundo governo FHC), é autor de "Macroeconomia da Estagnação: Crítica da Ortodoxia Convencional no Brasil pós-1994". Internet: www.bresserpereira.org.br
NT: Achei que nunca fosse encontrar um Tucano lúcido!!!
29 de agosto de 2009
Deixemos Obama em paz
Finalmente, sabemos como foram desastrosas as políticas neoliberais do Consenso de Washington. Não levaram ao desenvolvimento, mas a crises financeiras e ao aumento da desigualdade nos países que se submeteram a elas. Há algumas semanas vimos mais um golpe militar na América Latina, e, não obstante os protestos do governo americano, parece claro que houve ao menos a aquiescência dos EUA. Como houve sua participação ativa na tentativa de derrubar o presidente Hugo Chávez, em 2002. Agora, leio que em 1971 o Brasil conspirou com os EUA para derrubar o presidente do Chile, Salvador Allende. Uma conspiração que foi "vitoriosa" dois anos depois. É isso o que esperam os críticos da política externa brasileira? É esse tipo de aproximação que esperam aqueles que lamentam a falta de atenção de Obama pela América Latina? Que o Brasil se associe ao imperialismo americano agora, como fez no regime militar? Que o Brasil adote as políticas neoliberais que fracassaram na América Latina e nos próprios EUA, mas continuam a ser recomendadas pelas agências internacionais controladas pelos norte- -americanos?
Ou então talvez esses lamentadores estejam querendo que o Brasil se associe aos EUA como o fez o México? Qual foi o resultado dessa associação? Taxas de crescimento muito baixas, grande aumento da criminalidade e das drogas e, agora, nesta crise, uma brutal queda do PIB. Definitivamente, o presidente Obama é sábio em deixar a América Latina de lado. Ele é uma esperança para os EUA e para o mundo. Os governos dos países pobres não ameaçam seu país. Tanto para ele, portanto, como para nós, latino-americanos, é melhor que não se interesse pela América Latina. Deixemos Barack Obama em paz. Essa é a melhor maneira de promover os interesses comuns que a região tem com os EUA.
--------------------------------------------------------------------------------
LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA , 75, professor emérito da Fundação Getulio Vargas, ex-ministro da Fazenda (governo Sarney), da Administração e Reforma do Estado (primeiro governo FHC) e da Ciência e Tecnologia (segundo governo FHC), é autor de "Macroeconomia da Estagnação: Crítica da Ortodoxia Convencional no Brasil pós-1994
".
----------------------------------------------------------------------------------
NT: Até que enfim um Tucano sensato....se é que existe!!!!


