19 de agosto de 2009
A nova do Radiohead
A fim de viajar outra vez com o Radiohead? A banda ajuda com a passagem, já que acaba de jogar na net uma nova canção, There Are my Twisted Words, cria legítima das divagações sonoras que habitam a obra de Thom Yorke e cia. O áudio da faixa está aí embaixo, mas você pode tê-la de graça fazendo o download na loja virtual da banda.
12 de agosto de 2009
O melhor disco do primeiro semestre

Por Rubens Herbst, do Blog Orelhada
Existe um ditado popular invertido que diz: "De onde menos se espera, daí é que não sai nada mesmo". Certo, mas às vezes o inesperado consegue nos pegar de jeito e precisamos dar razão ao anexim oficial. Por exemplo, quem conseguiria imaginar que o Cracker lançaria o melhor disco de rock de 2009 até aqui? Eu que não. Sempre acompanhei a banda de longe, se movendo sem muito alarde desde 1990, lançando uma dúzia de discos apenas bacanas - nos quais exercita o compêndio de rock alternativo, alt-country, folk e blues - e às vezes até emplacando uns mini-hits, como Eurotrash Girl e Low.
Deveria continuar sendo assim, mas aí o Cracker me aparece com este Sunrise in the Land of Milk and Honey (lançado em maio), jogando todos os meus conceitos sobre o grupo por terra. Onde o quarteto californiano escondia tanta inspiração? E por que ela foi aparecer, exuberante, só agora? Dúvidas, dúvidas. No final, resta ouvir, embasbacado, um discaço que não perde o foco e o pique em momento algum.
E o pior (ou melhor) disso é que Sunrise in the Land of Milk and Honey não se mete a ser inovador, experimental, aglutinador de estilos, moderno nem a promover revivals. Nada dessas coisas que elegeram Dear Science, do TV on the Radio, o melhor disco de 2008. Não, o Cracker simplesmente faz rock'n'roll. Duro, reto, cru, melódico, com algumas baladas no meio. Pode ser pouco pra quem busca algo além da mesmice, mas é o suficiente (quando bem feito, claro) pra quem já cansou de tanto "revolucionário de araque".
A coisa já começa intensa com Yalla Yalla (Let's Go), que me lembra um Neil Young punk. Mas é a faixa seguinte, Show Me How These Things Work, que começa o festival de pauladas, sempre junto com um refrão grudento. O candidato a hit Turn on Turn in Drop out with Me dá um tempo na distorção com uma melodia country de fazer Jason e Freddy chorarem abraçados. Depois, o Cracker mostra de novo que andou ouvindo muito Buzzcocks pra, em seguida, voltar à roça com o purismo de Friends. Pulemos pra Hey Bret (You Know what Time it is), a música que os Stones dariam Ron Wood pra compor hoje. O disco termina com a faixa-título, mais uma bolada de guitarras ardidas e melodia apurada.
Enfim, quantos discos hoje conseguem ser bons do começo ao fim? Poucos, e o Cracker, acreditem, conseguiu o feito. Óbvio que tudo isso é opinião minha. Discordem o quanto quiserem, mas deem um jeito de ouvir Sunrise in the Land of Milk and Honey. Será um favor a vocês mesmos.
Comentário: Pra quem quer fugir do ieieieie tradicional, um bom állbum!!
Greg Kot: A culpa da pirataria é das próprias gravadoras
Greg Kot, crítico de música do Chicago Tribune e outros, escreveu o livro "Ripped: How the Wired Generation Revolutionized Music" (Como a geração conectada revolucionou a música). Em um podcast recente, ele explica como a indústria da música é culpada pela própria queda, e porque o iTunes — maior vendedor digital de música nos EUA — não vai salvá-la.
Kot afirma que a indústria da música foi uma das principais causas da pirataria. A explosão de boy bands e astros pop do naipe de Christina Aguilera e Britney Spears, no fim dos anos 90, aconteceu por causa da insistência das gravadoras em jorrar muito dinheiro em músicas sem sofisticação, impessoais e de baixo nível, o que tornou as rádios um lixo. Havia pouco espaço para os verdadeiros gênios bizarros, como Prince ou David Bowie, e sem boa música, uma hora o mercado teria que reagir — daí surgiu o Napster.
Kot passa pelos argumentos que todo bom pirata sabe: músicos não ganham dinheiro com venda de álbuns, a revolução MP3 deu força ao movimento independente e a uma grande variedade de bandas novas e boas. Mas a insistência das autoridades (como a RIAA) em processar a pirataria para que deixe de existir levou o público a perder a culpa em baixar música ilegal.
O legal é ver que Kot reconhece que o iTunes, o tão aclamado campeão de downloads de música que respeitam a lei, ainda é bem inferior que as opções que os piratas oferecem. As gravadoras parecem ter colocado suas esperanças no iTunes, mas Kot lembra que o iTunes não basta, e que as gravadoras deveriam estar se matando para descobrir um modelo de negócios viável que atraia consumidores — em vez de policiá-los —, e que seja pelo menos tão bom quanto as opções ilegais.Fonte: www.gizmodo.com.br
13 de abril de 2008
Recebido por email:(EDIR MACEDO)
Autor : Bispo Edir Macedo
*Posição de quatro*: É uma das posições mais humilhantes para a mulher, pois ela fica prostrada como um animal enquanto seu parceiro ajoelhado a penetra.
Animais são seres que não possuem espírito, então o homem que faz o cachorrinho com sua parceira fica com sua alma amaldiçoada e fétida.
*Sexo Oral:* O prazer de levar um órgão sexual a boca é condenado pelas leis divinas. A boca foi feita para falar e ingerir alimentos e a língua para apreciar os sabores. A mulher engolindo o sêmen não vai ter filhos. Eo homem somente sentirá dores musculares na língua ao sugar a vagina de sua parceira.
*Sexo Anal:* O ânus é sujo, fétido e possui em suas paredes milhões de bactérias. É o esgoto propriamente dito.. No esgoto só existem ratos, baratas e mendigos. A pessoa que sodomia ou é sodomizada ela se iguala a um rato pestilento. Seu espírito permanece imundo e amaldiçoado.
Mas o pior é quando o ato é homossexual, pois o passaporte dessa infeliz criatura já está carimbado nos confins do inferno.
Veja a maneira certa de se relacionar sexualmente, segundo a cartilha:
**Posição Recomendada: *
O homem e a mulher devem lavar suas partes com 1 litro de água corrente misturado com uma colher de vinagre e outra de sal grosso.Após isso, a mulher deve abrir as pernas e esperar o membro enrijecido do seu parceiro para iniciar a penetração. O homem após penetrar a mulher, não deve encostar seu peito nos seios dela, pois a fêmea deve estar orando ao Senhor para que seu óvulo esteja sadio ao encontrar o espermatozóide.
Depois do ato sexual, Os dois devem orar, pedindo perdão pelo prazer proibido do orgasmo.
Como penitência... O açoite com vara de bambu é aceito em forma de purificação.
MUNDO!!!
***Conclusão II* : SE ALGUÉM PRECISAR DE BAMBU, LÁ EM CASA TEM MAS EU
NÃO USO..
***Conclusão III*: SAL GROSSO E VINAGRE ? VAI TRANSAR OU VAI FAZER CHURRASCO?
E VAI VER SE ELE SEGUE O QUE PREGA
12 de abril de 2008
País civilizado é outra coisa
Cartas da Lola | Lola Aronovich
Três coisas desagradáveis aconteceram na mesma tarde. Sei que não é pessoal, mas não pode ser coincidência, pode? A primeira foi com o maridão. Ele havia comprado uma câmera digital nova por 157 dólares e, quando foi ver, encontrou dentro fotos tiradas pelo dono anterior da câmera. Ou seja, não era nova coisa nenhuma, embora o site diga "todos os nossos produtos são novos". Após várias ligações ao call center, falaram pra ele devolver o produto via correio. O pobrezinho não fez muita coisa esta semana além de ir a três agências postais, todas longe. Nenhuma queria aceitar o pacote (pré-pago), o mandavam pra outra agência, ou falavam que tava faltando um formulário que nunca veio. Se já é impossível mandar o pacote de volta, como será a novela pra que eles devolvam o dinheiro?
O segundo golpe aplicado por americanos contra brasileiros (ou pelo menos contra esta brasileira que vos fala) foi do AT&T, minha provedora de internet. O provedor anterior, a Comcast, já havia nos passado a perna, por isso mudamos pra AT&T. Eu havia comprado um modem com a própria AT&T, pelo telefone. O representante disse que eu pagaria o preço total pelo modem mas logo receberia um rebate (você preenche um formulário e eles te devolvem uma parte do dinheiro) de 50 dólares. Ok, o modem tava caro, 98 dólares, mas com o desconto de 50 que viria, ficaria por 48, o que tava dentro do valor pesquisado.
Como o formulário do rebate não chegava nunca, mandei um email, sem sucesso. Disseram que estavam muito honrados com a minha mensagem, mas ligue pro 0800, sua desgraçada. Liguei. A representante que me atendeu levou uma eternidade pra encontrar a minha conta e, quando finalmente encontrou, comunicou que não havia rebate nenhum. O plano que eu havia contratado não permitia o desconto, segundo ela. Eu quis saber: "Mas como? Foi o vendedor de vocês que me garantiu isso. Eu não teria comprado se não fosse pelo desconto". E tudo que a mulher conseguia dizer era "sinto muito se você foi mal-informada", daquele jeito americano de fingir ser respeitoso quando no fundo quer te mandar pro inferno.
A conversa foi ficando repetitiva - a mulher só dizia a mesma coisa, e eu só explicava o meu drama e afirmava que isso era inaceitável - , até que tive de apelar pra falar com algum gerente. Ela me deixou uns 20 minutos na linha com alguma musiquinha detestável. Finalmente, a gerente atendeu, repetiu a ladainha da representante, disse que não havia meio de conceder um rebate. Eu disse que isso tava se parecendo com um episódio de "Além da Imaginação", e ela cedeu: "O melhor que podemos fazer é não cobrar a sua mensalidade de 39 dólares". Eu aceitei, porque estava esgotada, mas quem me garante que na próxima ligação não vão dizer que é impossível conceder esse desconto, sentindo muito por eu ter sido tão mal-informada? Morram!
Golpe 3. Este não é novidade e ocorre em aproximadamente 80% das vezes que vamos ao supermercado. Em qualquer supermercado, grande, enorme ou pequeno, sempre ocorre uma disparidade no preço que tá no produto, ou na prateleira, e o preço cobrado no caixa. Não é privilégio dos americanos, lógico, acontece direto no Brasil, mas eu não passei a vida toda ouvindo que "país civilizado é outra coisa"? Aqui em Michigan há uma lei pra tentar defender os consumidores dessa prática. Diz que, se o produto passar pelo caixa com outro preço, o supermercado deve pagar cinco vezes a diferença, num limite de até cinco dólares.
Na teoria é uma beleza, mas tente cobrar. Não funciona. Os supermercados fingem que nunca ouviram falar, e quando se convencem que talvez essa lei não seja uma fantasia do cliente lesado, mandam você voltar em uma semana. A gente mora longe dos supermercados e não tem carro. É duro voltar depois. Portanto, o que faço é fiscalizar cada produto que passa no caixa, apontar a diferença de preço na hora, e exigir a correção imediata. Leva um pouco mais de tempo, os outros clientes acham que sou louca, as caixas me detestam, mas é necessário. É meu direito pagar apenas o preço que está na prateleira, bolas! É dever do supermercado cobrar um só preço, ao invés de tentar pegar o consumidor distraído.
Não acho que seja descuido do supermercado, não. Seria se acontecesse uma ou outra vez. Quando acontece em 80% das nossas idas às compras, começo a suspeitar que é má fé mesmo. Desta vez, qual foi o produto? Ah, um pimentão amarelo que só comprei porque estava 1,99 o pound (meio quilo), o mesmo preço do pimentão vermelho. Ao passar no caixa, a mulher quis cobrar 2,99 o pound. Eu disse que o preço não era aquele, e ela, com a maior má vontade do mundo, gritou prum funcionário da seção de hortifrutis, que confirmou que era 1,99. Logo depois, erro em outro produto: um pacotinho de biscoitos que devia custar 1 dólar tava passando por 1,19. Acusei e disse que esse ela nem precisava checar - o preço tava no próprio produto, na cara dela. Ela argumentou que precisa checar, porque às vezes só aquele pacote em particular tá errado (isso não cheira à acusação de que o cliente trocou a etiqueta?). Então ela perguntou pra um rapaz que tava passando quanto custava aquilo, e o cara, sem parar, gritou: "1,19!"
A caixa me deu um olhar de "tá vendo?". E eu: "Tá escrito 1 dólar aí no pacote! E todos os pacotes na prateleira estão com o mesmo preço".
Enquanto o homem foi verificar a contragosto, reclamei com a caixa: "Não é possível! Todos os produtos estão marcados errado? É preciso mesmo checar um por um?". E a mulher, com a cara mais antipática que vejo em meses, lixando-se pra polidez hipócrita dos americanos: "Faz parte da vida!". Eu só pude dizer: "Não, não faz parte da vida! Não deveria fazer parte da vida ser enganada toda vez que entro num supermercado!". Foi o tempo da bruxa se lembrar do treinamento recebido e responder histérica: "Você tem razão, não faz!". Saí de lá bufando, virei pro maridão e desabafei: "Amor, tô me cansando deste paisinho."
NT: E tem gente que ainda acredita que o mercado não precisa de regulamento....se acontece no pai do capitalismo.....falar é fácil, o duro e viver a realidade!!!
26 de março de 2008
FERNANDO DE BARROS E SILVA
SÃO PAULO - A chegada de Lula ao poder seguida da ruína moral do petismo serviu de trampolim para impulsionar uma nova direita no país. É um fenômeno de expressão midiática, mais do que propriamente político. Está disseminado em jornais, sites, blogs, na revista. E deve sua difusão aos falcões do colunismo que se orgulha de parecer assim, estupidamente reacionário.
Mesmo que a autopropaganda seja enganosa e oculte que até ontem o conservador empedernido de hoje comia no prato da esquerda, que é só um "parvenu", um espertalhão adaptado aos tempos -ainda assim, temos aqui uma novidade.
Essa direita emergente já formou patota. Citam uns aos outros, promovem entrevistas entre si, trocam elogios despudorados. Praticam o mais desabrido compadrio, mas proclamam a meritocracia e as virtudes da impessoalidade; são boçais, mas adoram arrotar cultura.
É uma direita ruidosa e cínica, festiva e catastrofista. Serve para entreter e consolar uma elite que se diz "classe média" e vê o país como estorvo à realização de seu infinito potencial. Seus privilégios estão sempre sob ameaça e agora a clientela de Lula veio azedar de vez suas fantasias de exclusivismo social.
Invertemos a fórmula de Umberto Eco: enquanto a direita anuncia o apocalipse, os integrados, sob as asas do lulismo, são testemunhas vivas do fiasco do pensamento de esquerda neste país. Não me lembro de ter visto antes a mídia estampar com tanta clareza os passos da regressão social de que participa.
Do lado oficial, há um ambiente paragetulista de cooptação e intimidação difusas, se não avesso, certamente hostil às liberdades de expressão e de informação.
Na outra ponta, um articulismo de oposição francamente antinordestino e preconceituoso, coalhado de racismo e misoginia, que faz do insulto seu método e tem na truculência verbal sua marca. Deve-se a ele o retorno da cultura da sarjeta e do lixo retórico, vício da imprensa nativa que remonta ao Império, mas que havia caído em desuso.